Nem com carvão, nem lenha: a nova tendência que virou febre na hora de fazer churrasco em 2026
Tecnologia silenciosa redefine hábitos antigos em cozinhas e varandas

Símbolo cultural profundamente enraizado na identidade argentina, o tradicional assado, ou churrasco, como é mais conhecido, começa a passar por uma transformação significativa em 2026.
Conhecido historicamente pelo uso de carvão vegetal ou lenha, o ritual do churrasco agora incorpora tecnologia como elemento central do preparo.
Em grandes centros urbanos da Argentina, churrasqueiras elétricas, a gás e, principalmente, a pellet deixaram de ser alternativas pontuais para se tornar tendência dominante em residências, varandas e até apartamentos.
A mudança está diretamente relacionada às transformações do ambiente urbano. Regulamentações condominiais mais rígidas, restrições ambientais ao uso de carvão e a redução dos espaços externos levaram consumidores a buscar soluções mais práticas e compatíveis com a vida nas cidades.
Segundo relatórios recentes da Instituto Nacional de Tecnología Industrial (INTI) e dados de mercado divulgados por associações do setor de eletrodomésticos no país, houve crescimento consistente na comercialização de churrasqueiras elétricas e a pellet entre 2024 e 2026, impulsionado por eficiência energética e menor emissão de fumaça.
Entre os modelos que mais se destacam estão as churrasqueiras a pellet. Elas utilizam pequenos cilindros de madeira prensada, geralmente produzidos a partir de resíduos da indústria madeireira, o que reduz desperdícios e amplia o apelo sustentável.
O sistema funciona por meio de alimentação automática de pellets em uma câmara de combustão controlada digitalmente.
Sensores internos monitoram a temperatura e ajustam a ventilação, permitindo cozimento lento e uniforme, característica semelhante aos defumadores tradicionais.
Os pellets produzem combustão mais estável e previsível do que o carvão convencional.
O principal diferencial apontado por consumidores é o equilíbrio entre sabor e controle. Apesar da ausência da brasa clássica, o aroma defumado é preservado graças à queima controlada da madeira compactada.
Além disso, o tempo de preparo é reduzido: enquanto uma churrasqueira tradicional pode levar cerca de 30 minutos para atingir a brasa ideal, equipamentos modernos alcançam a temperatura desejada em poucos minutos.
Essa previsibilidade facilita preparos longos sem supervisão constante, característica valorizada por quem busca praticidade sem abrir mão da qualidade gastronômica.
A nova tendência não representa o fim da tradição, mas sim a sua nova adaptação. O ritual social de reunião familiar, conversa prolongada e celebração coletiva permanecem intactos.
O que muda é a matriz energética do preparo. Em um contexto global de maior preocupação ambiental e eficiência doméstica, a substituição do carvão por sistemas mais limpos reflete uma transformação cultural silenciosa.
Em 2026, o churrasco continua sendo símbolo nacional, mas a chama que o sustenta já não é necessariamente a mesma.
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