O país onde o salário mínimo é 15 vezes maior que o do Brasil
Com o salário negociado por sindicatos e ações coletivas, esse país apresenta médias salariais muito superiores às praticadas no Brasil

Começar um novo ano com aumento no salário mínimo é motivo de felicidade para milhões de brasileiros. Em 2026, o valor passou a ser de R$ 1621, seguindo os aumentos consecutivos de anos anteriores.
Entretanto, quando o número é colocado em comparação com certos países, a diferença impressiona. Na Noruega, uma das economias mais desenvolvidas da Europa, a remuneração média gira entre 41 mil e 45 mil coroas norueguesas — o que equivale a entre R$ 22 mil e R$ 24 mil.
A disparidade salarial não se limita a cargos altos, e muitas funções que são a base da sociedade também recebem prestígio econômico e salários dignos.
Uma empregada doméstica, por exemplo, pode receber cerca de 25 mil coroas norueguesas por mês, o que equivale a cerca de R$ 13,4 mil na conversão direta.
O modelo da Noruega é marcado por regras que buscam reduzir a desigualdade salarial, inclusive entre trabalhadores estrangeiros. A política local é frequentemente citada como reflexo de um sistema que valoriza o bem-estar social.
Mas, obviamente, nem tudo são flores. Juntamente com os salários mais elevados, o custo de vida também é elevado.
A Noruega é um dos países mais caros da Europa, e despesas como moradia, alimentação e transporte consomem uma fatia significativa da renda mensal. Apesar disso, a qualidade de vida ainda se destaca quando comparada à de outras localidades.
É importante ressaltar que essa média salarial é fruto, em grande parte, de uma política coletiva de negociação salarial.
Na Noruega, não existe salário mínimo, e os salários são definidos principalmente por acordos sindicais com os empregadores, sendo fruto de um grande engajamento social.
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