Mulheres que se relacionam com homens que recebem só 1 salário mínimo envelhecem 12 vezes mais rápido, segundo estudo

Resultados chamaram atenção por associarem fatores pouco explorados anteriormente que revelaram impacto inesperado em rotinas aparentemente comuns

Magno Oliver Magno Oliver -
Mulheres que se relacionam com homens que recebem só 1 salário mínimo envelhecem 12 vezes mais rápido, segundo estudo
(Foto: Ilustração/Pexels/Andrew Neel)

Um levantamento divulgado pela plataforma MeuPatrocínio afirmou que mulheres em relacionamentos com parceiros de baixa renda apresentariam níveis significativamente mais altos de estresse e desgaste emocional, o que poderia contribuir para sinais de envelhecimento precoce.

O estudo ouviu 1.200 mulheres entre 21 e 34 anos e comparou dois grupos: usuárias do site que declararam priorizar parceiros financeiramente estáveis e mulheres em relacionamentos considerados tradicionais com homens que recebem até um salário mínimo.

Segundo os dados divulgados pela plataforma, 89,5% das participantes do primeiro grupo relataram melhores indicadores de saúde geral e menor nível de estresse.

Já entre as entrevistadas do segundo grupo, 93% afirmaram vivenciar tensão constante relacionada à instabilidade financeira do parceiro.

A pesquisa sugere que o estresse crônico associado à insegurança econômica pode impactar tanto a saúde mental quanto a física, influenciando fatores ligados ao envelhecimento, como distúrbios do sono, alterações hormonais e maior risco de doenças cardiovasculares.

Apesar da repercussão do dado amplamente compartilhado nas redes sociais de que mulheres nessas condições “envelhecem 12 vezes mais rápido”, o estudo não apresenta metodologia científica revisada por pares nem detalha critérios biomédicos objetivos para medir envelhecimento acelerado.

Especialistas independentes ouvidos por portais de saúde ressaltaram que o envelhecimento é multifatorial e envolve genética, estilo de vida, alimentação, acesso à saúde e níveis de estresse, não podendo ser atribuído exclusivamente à renda do parceiro.

O estresse financeiro, contudo, é reconhecido pela literatura médica como fator de risco para diversas condições crônicas.

O debate também envolve aspectos sociológicos e econômicos, como o conceito de hipergamia, termo usado para descrever a busca por parceiros com maior status financeiro ou social.

Pesquisadores destacam que estabilidade econômica pode reduzir conflitos relacionados a despesas básicas e proporcionar maior acesso a cuidados médicos e bem-estar. No entanto, a generalização dos resultados exige cautela.

O levantamento tem caráter declaratório e não substitui pesquisas acadêmicas controladas. Ainda assim, reacende discussões sobre como fatores financeiros influenciam relações afetivas e qualidade de vida, tema que segue em análise por especialistas em comportamento e saúde pública.

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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