Morador de Anápolis cai no golpe do falso advogado e perde mais de R$ 37 mil

Para dar credibilidade à farsa, criminoso informou que um "promotor do Superior Tribunal de Justiça (STJ)" entraria em contato

Davi Galvão Davi Galvão -
Para dar maior credibilidade ao golpe, criminoso também se passou por um servidor do STJ. (Foto: Reprodução)
Para dar maior credibilidade ao golpe, criminoso também se passou por um servidor do STJ. (Foto: Reprodução)

Um morador de Anápolis perdeu R$ 37.490 após ser alvo de uma fraude sofisticada envolvendo falsos profissionais do Judiciário, na modalidade conhecida como “golpe do falso advogado“.

O crime, registrado nesta terça-feira (10), teve início quando golpistas se passaram pela advogada da vítima para anunciar a suposta vitória em uma ação judicial.

A abordagem começou na última segunda-feira (09), através de mensagens de WhatsApp. O criminoso afirmou que o processo em trâmite havia sido finalizado com êxito e que valores estariam disponíveis para saque.

Para dar credibilidade à farsa, o interlocutor informou que um “promotor do Superior Tribunal de Justiça (STJ)” entraria em contato para regularizar o recebimento.

A dinâmica da fraude

Pouco tempo depois, um segundo número assumiu a comunicação, apresentando-se como a autoridade mencionada do STJ.

Utilizando linguagem técnica e o pretexto de taxas padrões em casos similares, o “promotor” induziu a vítima a realizar duas transferências bancárias, uma no valor de R$ 29,9 mil e outra de R$ 7,5 mil.

Os criminosos chegaram a agendar uma video-chamada para uma “audiência virtual” onde, teoricamente, o pagamento seria liberado.

A vítima percebeu o golpe apenas na manhã seguinte, quando não conseguiu realizar a conferência e entrou em contato diretamente com a verdadeira advogada.

A reportagem entrou em contato com o escritório da verdadeira profissional para que pudesse comentar o caso, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue em aberto.

*Atualização às 10h46 de quarta-feira (11)

A advogada especialista em direito previdenciário Aline Morais, que foi também vítima do criminoso no caso narrado ao ter a identidade roubada, reconheceu o ocorrido e reforçou a importância da população estar atenta com sinais suspeitos em tratativas do tipo.

“O advogado não pede dinheiro, não pede pagamento para liberar qualquer tipo de benefícios dentro do processo, seja a implantação, seja valores atrasados. Sempre desconfie. Sempre confirme com seu escritótio ou com seu advogado antes de realizar qualquer tipo de pagamento. Entre em contato com o número que você já é acostumado, vá até o escritório antes de fazer qualquer pagamento”, afirmou.

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Davi Galvão

Davi Galvão

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Atua como repórter no Portal 6, com base em Anápolis, mas atento aos principais acontecimentos do cotidiano em todo o estado de Goiás. Produz reportagens que informam, orientam e traduzem os fatos que impactam diretamente a vida da população.

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