Motoristas denunciam empilhadeiras e carretas travando o trânsito em Anápolis
Situação se torna complexa especialmente ao considerar a necessidade da entrada de mercadorias em comércios

Um problema que tem se tornado figurinha repetida entre os motoristas de Anápolis são as constantes empilhadeiras transitando em meio a vias públicas e por vezes restringindo completamente o fluxo.
Registros enviados ao Portal 6 mostram bem essa dinâmica que quem passa pela região Central já conhece bem.
Especialmente em vias com alta concentrações de atacadões e depósitos, não é raro ver a fila de carros se formando não apenas sob o vermelho dos semáforos, mas também ao aguardar a carga e descarga essencial ao comércio.
Longe de ser uma questão de fácil resolução, uma vez que tão importante quanto o bom tráfego de automóveis é a manutenção do fluxo de mercadorias dos negócios, o Portal 6 entrevistou o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT), Igor Lino Siqueira. À reportagem, ele admitiu que o problema já é conhecido e que soluções estão em andamento.
“Era algo mais pontual, mas ultimamente tem virado objeto de denúncia quase que diária. Mas é um tema que precisa de uma revisão geral do Plano de Mobilidade está em andamento, em sintonia com o Plano Diretor da cidade”, pontuou.

Igor afirmou que CMTT recebe constantes denúncias na região Central e Vila Santa Isabel. (Foto: Reprodução)
Para Lino, esse volume de ocorrências deve-se muito ao fato de que, atualmente, Anápolis não possui um decreto específico que proíba a circulação de tipos de veículos por horário ou categoria. Daí a importância do Plano de Mobilidade, que deve ser finalizado até o final deste ano.
Assim, integrando às necessidades específicas de bairros e ruas ao Plano Diretor, legislação que orienta o crescimento urbano do município e que precisa ser atualizada neste ano, a expectativa é que trânsito, comércio e moradia passem a coexistir com menos intercorrências.
Fiscalização e multas
Apesar da falta de uma lei de zoneamento específica para cargas, a operação de empilhadeiras na rua sem autorização já é passível de punição.
Igor Lino reforçou que qualquer interdição ou paralisação na via pública depende de solicitação prévia ao órgão de trânsito, pedido que raramente é concedido dentro do horário comercial devido ao impacto no fluxo.
O presidente admitiu, porém, um desafio operacional: “Os fiscais vão lá, fazem as autuações, mas assim que as equipes saem, eles voltam”. Nestes casos, a penalidade aplicada é a de obstrução de via pública.
Como denunciar
A CMTT orienta que a população continue registrando as ocorrências para direcionar as equipes de fiscalização. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 0800 646 3223, solicitando o contato direto com a central de fiscalização.
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— Portal 6 (@portal6noticias) March 17, 2026
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