Conheça a avenida em que uma metade é do Brasil e a outra pertence a outro país
No extremo sul do Brasil, uma avenida divide Brasil e Uruguai, permitindo cruzar de país apenas atravessando o canteiro central

No extremo sul do Brasil, existe um lugar onde atravessar a rua significa, literalmente, mudar de país.
No Chuí, cidade gaúcha que faz fronteira com o Uruguai, a divisão entre os dois territórios acontece de forma inusitada: no meio de uma avenida.
Sem muros, barreiras ou fiscalização direta no cotidiano, a chamada Avenida Internacional conecta o Chuí, no Brasil, à cidade vizinha Chuy, no Uruguai. O simples ato de cruzar o canteiro central já coloca o visitante em outro país.
Avenida funciona como linha de fronteira
De um lado, a via recebe o nome de Avenida Uruguai. Do outro, Avenida Brasil. A escolha curiosa dos nomes reforça a integração entre as duas cidades, que compartilham não apenas o espaço urbano, mas também costumes e rotinas.
Essa configuração faz do trecho um dos pontos mais peculiares da fronteira entre Brasil e Uruguai, que se estende por mais de mil quilômetros. No entanto, apenas no Chuí não há rios, pontes ou postos de controle separando fisicamente os dois lados.
Comércio e cultura misturam moedas e idiomas
A dinâmica local reflete essa convivência direta. Enquanto brasileiros atravessam a avenida em busca de produtos importados nos free shops uruguaios, moradores do país vizinho cruzam para fazer compras em supermercados brasileiros.
No comércio, é comum aceitar diferentes moedas, como real, peso uruguaio e dólar. Já nas ruas, o idioma também se mistura: português, espanhol e o chamado “portunhol” fazem parte do cotidiano.
Apesar de ter pouco mais de seis mil habitantes, o Chuí desempenha papel importante como porta de entrada terrestre para o Mercosul.
A cidade também chama atenção pelo perfil cultural diverso e por características únicas, como a forte influência uruguaia no modo de vida.
Mais do que uma simples linha divisória, a fronteira no Chuí se transforma em um espaço de convivência. Ali, atravessar a rua não representa separação, mas sim conexão entre dois países que compartilham o mesmo cotidiano.
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