Não são os celulares, nem falta de foco: por que as pessoas não conseguem mais se concentrar, segundo a neurociência

Especialistas apontam que mudança na forma de consumir informação pode estar por trás da queda na concentração

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
celular redes sociais
Imagem ilustrativa de celular. (Tânia Rego/Agência Brasil)

A dificuldade de concentração tem se tornado cada vez mais comum no dia a dia. Embora muita gente associe o problema ao uso excessivo de celulares, especialistas indicam que a questão pode ser mais profunda.

Segundo estudos recentes e análises na área da neurociência, o principal impacto pode não estar apenas nos dispositivos, mas na forma como as pessoas consomem informação atualmente.

O que mudou no cérebro com a tecnologia

A presença constante de telas já provocou alterações no funcionamento do cérebro.

Pesquisas apontam que o uso frequente de dispositivos digitais influencia áreas como o córtex somatossensorial, responsável pela forma como interagimos com o ambiente.

Além disso, o cérebro passa por adaptações contínuas, o que faz parte da chamada plasticidade cerebral.

O papel da atenção na memória

Especialistas destacam que a atenção é um fator essencial para a memória.

Nesse sentido, conteúdos com muitos estímulos, como links e interrupções, dificultam a retenção de informações.

Assim, o excesso de distrações reduz a capacidade de foco e aprendizado.

O impacto dos algoritmos

Segundo pesquisadores, a principal mudança está na relação com a informação.

Antes, as pessoas buscavam conteúdos de forma ativa. Agora, passam a consumir informações de maneira passiva, por meio de feeds infinitos e atualizações constantes.

Além disso, os algoritmos priorizam conteúdos rápidos e variados, o que estimula a troca constante de atenção.

Dessa forma, o cérebro se acostuma a alternar estímulos, em vez de manter o foco prolongado.

Quando o problema começou

Estudos indicam que a queda na capacidade de concentração começou a ser percebida a partir da década de 2010.

Além disso, avaliações educacionais e pesquisas mostram aumento nas dificuldades de aprendizado e retenção de conteúdo.

Assim, o fenômeno não está ligado apenas ao tempo de uso de telas, mas ao tipo de interação com a informação.

Ainda não há consenso definitivo

Apesar das evidências, especialistas afirmam que o tema ainda precisa de mais estudos.

Isso porque o uso massivo dessas tecnologias é relativamente recente.

Além disso, o cérebro humano possui capacidade de adaptação, o que pode amenizar os impactos ao longo do tempo.

Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!

Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.

+ Notícias

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Para mais informações, incluindo como configurar as permissões dos cookies, consulte a nossa nova Política de Privacidade.