Adeus, escala 6×1: projeto prevê jornada de 40 horas semanais e dois dias de folga para trabalhadores CLT

Proposta do governo quer reduzir a carga semanal e garantir mais tempo de descanso sem corte de salário

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
Projeto prevê fim da escala 6x1, jornada de 40 horas semanais e dois dias de folga para trabalhadores CLT.
(Foto: Reprodução)

O modelo de trabalho conhecido como escala 6×1, seis dias trabalhados para apenas um de descanso, pode estar com os dias contados no Brasil.

Isso porque o governo federal apresentou ao Congresso um projeto de lei que propõe mudanças significativas na jornada de trabalhadores com carteira assinada.

A proposta prevê a redução da carga semanal de 44 para 40 horas, além da adoção do modelo 5×2, com dois dias de descanso remunerado. Com isso, o objetivo é garantir mais equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

Projeto prevê fim da escala 6×1

O texto enviado pelo governo ao Congresso propõe acabar com a escala 6×1, substituindo-a por um modelo com cinco dias de trabalho e dois de folga.

Além disso, a proposta mantém o pagamento integral dos salários, ou seja, o trabalhador não sofrerá redução na remuneração mesmo com a diminuição da jornada semanal.

Segundo o governo, cerca de 14 milhões de brasileiros atualmente trabalham nesse regime, incluindo trabalhadores domésticos e diversas outras categorias.

Jornada de trabalho pode cair para 40 horas

Outro ponto central do projeto é a redução do limite de horas semanais. Atualmente fixado em 44 horas, o teto passaria para 40 horas semanais.

Dessa forma, a medida busca alinhar o Brasil a práticas já adotadas em outros países, além de promover mais qualidade de vida aos trabalhadores.

Descanso e qualidade de vida estão no foco

De acordo com o governo, a proposta pretende ampliar o tempo livre da população. Isso inclui mais espaço para convivência familiar, lazer e descanso.

Além disso, a medida pode impactar positivamente a saúde mental e física dos trabalhadores, reduzindo o desgaste causado por jornadas extensas.

Projeto ainda precisa ser aprovado

Apesar do avanço, o projeto ainda não entrou em vigor. O texto começou a tramitar na Câmara dos Deputados e pode passar por alterações antes de uma possível aprovação.

Como foi enviado com urgência constitucional, o Congresso tem prazo limitado para analisar a proposta, o que pode acelerar a discussão.

Debate divide opiniões

Enquanto especialistas apontam benefícios para a qualidade de vida e produtividade, representantes do setor produtivo demonstram preocupação.

Segundo eles, a redução da jornada pode aumentar custos para as empresas e impactar a geração de empregos. Por isso, o tema deve seguir em debate nos próximos meses.

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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