Caixas eletrônicos: por que imprimir recibos não é recomendado e pode colocar suas informações em risco

Recibos impressos podem expor informações perigosas caso caiam em mãos criminosas; veja como reduzir riscos no dia a dia

Gustavo de Souza -
Caixas eletrônicos: por que imprimir recibos não é recomendado e pode colocar suas informações em risco
(Foto: Cristina Indio do Brasil/Arquivo/Agência Brasil)

Imprimir o recibo depois de usar o caixa eletrônico ainda é um hábito comum. Para muitos clientes, o papel serve como garantia imediata de que o saque, pagamento, depósito ou transferência foi concluído.

Apesar disso, a prática exige cautela. Dependendo da operação e da instituição financeira, o comprovante pode trazer data, horário, valor movimentado, identificação do terminal, saldo disponível ou parte dos dados da conta.

Essas informações, isoladamente, não costumam permitir acesso direto ao dinheiro. O problema surge quando elas são combinadas com outros dados pessoais e usadas por criminosos para tornar golpes mais convincentes.

Pequenas pistas podem virar risco

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) considera dado pessoal toda informação relacionada a uma pessoa identificada ou identificável. Ou seja, mesmo dados parciais podem exigir cuidado quando ajudam a formar um perfil do usuário.

Um recibo esquecido no terminal, jogado no lixo ou perdido em local público pode revelar hábitos bancários e detalhes da movimentação financeira.

Com isso, golpistas podem citar uma transação recente para simular um contato legítimo e tentar obter senhas, códigos ou outras informações sigilosas.

Como se proteger

O Banco Central orienta consumidores a desconfiarem de abordagens suspeitas e a não aceitarem ajuda de desconhecidos em caixas eletrônicos. Em caso de dificuldade, a recomendação é procurar apenas funcionários identificados da instituição financeira.

Também é importante observar se há objetos estranhos no terminal, proteger o teclado ao digitar a senha e nunca permitir que terceiros manuseiem o cartão.

Quando o comprovante físico for necessário, ele deve ser guardado em local seguro. Antes do descarte, o ideal é rasgar, picotar ou triturar o papel para impedir que as informações sejam reconstruídas.

Sempre que possível, a alternativa mais segura é optar pelo comprovante digital, disponível em aplicativos, internet banking, SMS ou e-mail. Evitar a impressão desnecessária não elimina todos os riscos, mas reduz uma exposição simples de ser prevenida.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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