Assembleia que encerrou greve da educação em Goiânia termina com bate-boca e acusações de agressão entre servidores e sindicato

Enquanto manifestantes denunciaram deputada Bia de Lima por gestos obscenos, presidente do Sintego alega ter sido agredida na saída das discussões

Natália Sezil -
Decisão pelo fim da greve na rede de ensino de Goiânia foi marcada por confusão.
Decisão pelo fim da greve na rede de ensino de Goiânia foi marcada por confusão. (Foto: Reprodução)

Embora uma negociação realizada nesta terça-feira (19) tenha definido pelo encerramento da greve na educação municipal de Goiânia, a mobilização foi marcada por trocas de acusações.

Imagens recebidas pela reportagem do Portal 6 mostram que, durante assembleia promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) com integrantes da categoria, o clima acabou ficando “quente” no Cepal do Setor Sul.

Diante do fim da greve (encerrada após sete dias de paralisações), alguns profissionais alegaram que o sindicato foi pelego – adjetivo dado quando atua de acordo com os interesses dos patrões ou do governo, e não dos trabalhadores.

Outros chamaram a deputada estadual Bia de Lima (PT), que atua como presidente do Sintego, de “vendida”, defendendo que ela não atendeu aos apelos da classe.

Uma fonte ouvida pela reportagem disse que “a assembleia não foi democrática” porque a categoria teve poucas oportunidades de se expressar. “A maioria das pessoas que falaram foram diretores do Sintego”, afirmou.

Alegou, também, que “conduziram a votação de forma totalmente apressada e desorganizada justamente para suspender o movimento grevista. E a votação ainda deu ‘metade, metade’, eles deveriam contar os votos, mas não [fizeram]”.

Manifestantes ainda defenderam que foram agredidos por membros da diretoria do sindicato e que a deputada, de cima do trio elétrico, fez gestos obscenos aos profissionais.

Diante das acusações, o Portal 6 procurou a assessoria de Bia de Lima, que relatou que a parlamentar não se manifestaria sobre essa situação específica.

Em vez disso, informou que sofreu agressões e violências durante a saída da assembleia geral e apontou que está tomando as providências cabíveis. Além disso, compartilhou que será registrado boletim de ocorrência para apurar e responsabilizar os envolvidos.

Veja a nota na íntegra:

A deputada estadual Bia de Lima informa que está adotando as providências cabíveis em razão das agressões e violências sofridas durante sua saída da assembleia geral realizada pelo SINTEGO, nesta terça-feira (19/05). A parlamentar também manifesta solidariedade à sua equipe e à direção do sindicato, que igualmente foram alvo de episódios de violência e hostilidade no local.

Diante da gravidade dos fatos, será registrado boletim de ocorrência para apuração das agressões e responsabilização dos envolvidos, com o devido encaminhamento às autoridades competentes. A deputada reafirma seu compromisso com o diálogo democrático, o respeito às divergências, a defesa de uma atuação política pautada pela civilidade, pela garantia da integridade física e moral de todas as pessoas, bem como, busca incessantemente pelas conquistas da categoria.

Bia de Lima, deputada estadual (PT).

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Natália Sezil

Chegou no Portal 6 como estagiária de jornalismo e foi promovida a repórter. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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