Não é a minhoca, nem o pão: a melhor isca para pegar peixe, segundo pescadores

Ingrediente simples, barato e fácil de encontrar pode surpreender pela eficiência em pescarias de água doce

Layne Brito -
a melhor isca para pegar peixe
(Foto: Reprodução/Captura de tela)

Quem gosta de pescar sabe que, muitas vezes, o sucesso da pescaria não depende apenas da vara, do anzol ou do lugar escolhido. A isca certa pode mudar completamente o resultado, principalmente quando os peixes parecem ignorar as opções mais tradicionais.

Minhoca, pão, milho e massa pronta estão entre as escolhas mais conhecidas pelos pescadores.

No entanto, uma alternativa simples, doce e fácil de encontrar vem sendo apontada por muitos como uma das mais eficientes em pescarias de água doce: a goiabada.

Apesar de parecer incomum para quem não tem costume com pescaria, a goiabada pode funcionar muito bem por causa do cheiro adocicado, da textura firme e da facilidade de prender no anzol.

Diferente do pão, que costuma se desfazer rapidamente na água, ela permanece por mais tempo no local e libera aroma aos poucos.

Segundo pescadores, esse tipo de isca pode atrair espécies que costumam se interessar por alimentos mais doces ou massas com cheiro forte.

Tilápias, pacus, piaus e até alguns peixes menores podem se aproximar quando a goiabada é usada do jeito certo.

O ideal é cortar pequenos cubos da goiabada, sem exagerar no tamanho.

A isca precisa ficar bem presa ao anzol, mas sem cobri-lo totalmente, para que a fisgada aconteça com mais facilidade.

Outra dica comum entre pescadores é usar goiabada mais firme, do tipo cascão ou em barra.

Versões muito moles podem soltar rápido demais e dificultar o arremesso, principalmente em locais com correnteza ou muitos peixes pequenos beliscando.

A estratégia também pode funcionar melhor em dias mais quentes, quando alguns peixes ficam mais ativos e circulam com maior frequência perto das margens.

Em pesqueiros, represas, lagos e rios mais calmos, o truque costuma chamar ainda mais atenção.

Mesmo assim, a goiabada não deve ser vista como garantia absoluta de pescaria cheia.

Como qualquer isca, o resultado depende do tipo de peixe, da água, do clima, do horário e até da pressão de pesca no local.

Ainda assim, o custo-benefício chama atenção. Um pedaço pequeno pode render vários cubos e substituir iscas que estragam com mais facilidade ou exigem preparo antecipado.

Para testar, basta levar a goiabada cortada em um pote fechado e colocar no anzol apenas na hora do arremesso.

Assim, ela mantém a consistência e não gruda tanto nas mãos.

No fim, a melhor isca pode não estar apenas em lojas especializadas ou em receitas complicadas.

Às vezes, o segredo da pescaria está em um ingrediente comum, guardado na cozinha, mas capaz de surpreender até pescadores experientes.

 

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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