⁠Empresa não pode proibir funcionário de usar celular na empresa nesses casos, explica advogada

Restrição pode existir por segurança, produtividade ou sigilo, mas precisa ter regra clara, justificativa e aplicação igual para todos

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
celular no trabalho
(Foto: Reprodução)

O uso de celular no trabalho pode gerar dúvidas entre funcionários e empresas. Segundo a advogada trabalhista Jéssica Saldanha, a empresa pode limitar o aparelho durante o expediente.

No entanto, essa proibição precisa respeitar limites.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) explica que não existe uma regra específica na CLT sobre celular no serviço. Ainda assim, a empresa pode restringir o uso por regulamento interno ou contrato, especialmente quando há risco de acidente, perda de produtividade ou sigilo industrial.

Quando a proibição pode ser válida

A restrição tende a ser aceita quando a empresa apresenta uma justificativa concreta.

Isso pode ocorrer em funções que exigem atenção constante, atendimento ao público, operação de máquinas, condução de veículos ou acesso a informações sigilosas.

Além disso, a regra deve aparecer de forma clara no regulamento interno e valer para todos, sem perseguição ou tratamento diferente.

Quando a empresa passa do limite

A empresa pode passar do limite quando fiscaliza o trabalhador de forma constrangedora, aplica punições seletivas ou cria um ambiente de vigilância constante.

Também pode haver abuso se a proibição impedir o uso do celular em intervalos, emergências familiares ou situações sem relação com a produtividade.

Nesses casos, dependendo da prova e da gravidade, o trabalhador pode discutir indenização por dano moral.

Regra clara evita conflito

Especialistas recomendam que a empresa informe as regras por escrito, explique os motivos e aplique eventuais punições de forma proporcional.

Já o trabalhador deve guardar comunicados, prints e provas se perceber tratamento abusivo ou perseguição.

No fim, o celular pode ter limite no ambiente profissional, mas a empresa não pode usar essa regra para invadir a privacidade ou controlar o empregado de forma excessiva.

Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!

Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.

+ Notícias