Adeus, tijolo de barro: a forma que os brasileiros estão fazendo para construir e gastar muito menos

Painéis de isopor e tijolos ecológicos viram febre por reduzir custos em até 40%, dispensar reboco e acelerar o processo de construção

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
Adeus, tijolo de barro: a forma que os brasileiros estão fazendo para construir e gastar muito menos
(Foto: Divulgação)

O sonho da casa própria sempre esbarrou nos altos custos dos materiais e na lentidão das obras tradicionais. No entanto, uma mudança significativa nos canteiros de obras pelo Brasil está aposentando o clássico tijolo de barro.

Novos métodos de construção, que priorizam a agilidade e o baixo custo, prometem reduzir o valor final da obra em quase metade, permitindo que famílias levantem paredes em tempo recorde e sem o desperdício comum da alvenaria convencional.

Essa transformação não é apenas uma questão de preço, mas de eficiência técnica. Ao trocar o material cerâmico por tecnologias como o EPS (isopor) ou os blocos de solo-cimento, o brasileiro descobriu que é possível ter uma residência mais resistente, com melhor isolamento térmico e, principalmente, muito mais barata.

A eficiência dos blocos de encaixe

Uma das alternativas que mais ganha espaço é o uso do tijolo ecológico. Produzido a partir de uma mistura de solo, cimento e água, ele é prensado e dispensa a queima em fornos, o que reduz o impacto ambiental. O grande diferencial para o bolso, no entanto, é o seu sistema de encaixe. Como as peças se acoplam com precisão, a necessidade de argamassa de assentamento é drasticamente reduzida.

Além disso, esse modelo dispensa etapas pesadas de acabamento, como o chapisco e o reboco, já que a estética do bloco permite o uso aparente ou apenas uma fina camada de resina. Em uma construção média, essa economia em materiais e mão de obra pode representar uma folga considerável no orçamento final.

EPS: o isopor que revoluciona a estrutura

Outra tecnologia que se tornou realidade acessível é a construção em EPS (Poliestireno Expandido). Diferente do que o senso comum sugere, as paredes não são frágeis; elas consistem em painéis de isopor reforçados com malhas de aço e revestidos com argamassa estrutural.

O resultado é uma edificação leve, o que diminui os gastos com a fundação, e que oferece um isolamento térmico superior. Em regiões de clima quente, esse método mantém o interior da residência fresco, reduzindo o uso de aparelhos de climatização e gerando economia contínua na conta de energia.

Canteiro limpo e entrega acelerada

A principal vantagem notada por quem abandona o método tradicional é a organização da obra. Nas construções convencionais, o desperdício de material é um prejuízo invisível que pesa no bolso. Com os novos sistemas, esse desperdício é quase nulo. Como os projetos são modulados, não é necessário quebrar paredes para instalar tubulações elétricas ou hidráulicas, pois os caminhos já são previstos na montagem.

Essa organização otimiza o cronograma: obras que levariam meses para serem concluídas podem ser entregues em poucas semanas. Para o consumidor, a soma de menos desperdício, menos tempo de aluguel e menos gastos com materiais básicos torna essa tendência o caminho mais viável para a construção moderna.

Veja mais no vídeo abaixo:

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por Amanda Alves (@amandaalveseng)

Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!

Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiário do Portal 6.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.

+ Notícias