Atitude de passageiro durante corrida pode dar prejuízo para motorista de aplicativo

Esta obrigação vale para todos, mas a autuação costuma pesar apenas ao motorista, o que pode virar multa e pontos na CNH

Gustavo de Souza -
Atitude de passageiro durante corrida pode dar prejuízo para motorista de aplicativo
(Foto: Ilustração/Freepik)

Um detalhe que parece simples dentro do carro pode custar caro para quem vive de corrida por aplicativo. Em abordagens de fiscalização, esta irregularidade costuma recair sobre o condutor, com impacto direto no bolso e no prontuário do motorista.

Uma situação que ficou mais frequente com o aumento do uso de plataformas de transporte é o passageiro que solicitou a corrida se recusar a utilizar o cinto de segurança. Muita gente pensa que basta o motorista estar de cinto para fugir de punições numa abordagem no trânsito — mas isso não passa de um mito.

O que diz a lei sobre o cinto na corrida

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê, no artigo 167, que deixar de usar o cinto, seja condutor ou passageiro, configura infração grave, com penalidade de multa e medida administrativa de retenção do veículo até a colocação do cinto pelo infrator.

Além disso, a obrigatoriedade do cinto para condutor e passageiros é reforçada pelo próprio CTB, e órgãos de trânsito apontam que a responsabilidade costuma recair sobre o condutor, mesmo quando a conduta é do passageiro.

Quanto isso pode custar ao motorista

Na prática, a infração é classificada como grave e pode gerar cinco pontos na CNH, além da multa, o que pesa especialmente para quem depende do aplicativo como renda.

O Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito, aprovado pelo Contran e disponibilizado em ambiente oficial, orienta a atuação dos agentes no enquadramento e na lavratura de autos em abordagens.

Como evitar prejuízo e conflito

Especialistas em segurança viária recomendam que o motorista oriente o passageiro antes de iniciar o deslocamento, com comunicação objetiva e respeitosa, e alguns aplicativos do ramo já incluem um aviso sonoro para quem estiver embarcando. Manter os cintos acessíveis e em bom estado também reduz desculpas e atrasos.

Em caso de recusa, a medida mais prudente é não seguir viagem até que todos estejam com o cinto afivelado, evitando exposição a risco e a uma autuação que pode comprometer a rotina de trabalho.

Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.

+ Notícias

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Para mais informações, incluindo como configurar as permissões dos cookies, consulte a nossa nova Política de Privacidade.