Família denuncia bullying severo contra estudante de 14 anos em colégio da PM em Anápolis
Segundo a mãe, aluno era alvo de piadas, apelidos e constrangimentos dentro da sala de aula desde setembro de 2025

Piadas, ofensas, apelidos, chacotas constantes, episódios de constrangimento público. Essas foram as situações vividas nos últimos meses por um adolescente de apenas 14 anos no Colégio Estadual da Polícia Militar de Goiás (CEPMG) Gabriel Issa, em Anápolis.
Segundo Luana Pacheco, mãe do rapaz, em entrevista dada à Rádio São Francisco, os colegas de classe chamavam o filho de “gay” e o ridicularizavam, inclusive dentro de sala de aula. A violência foi tamanha que fez com que o jovem chegasse a atentar contra a própria vida.
O caso foi registrado na Polícia Civil (PC) como intimidação sistemática (bullying) e também relatado a uma unidade do Conselho Tutelar do município.
Início das agressões
Toda a história começou em setembro de 2025, quando o rapaz ingressou na banda marcial do colégio. Como relata a mãe, o rapaz manteve silêncio sobre as ofensas por não querer escalar a situação.
“Ele não me contou antes porque os meninos diziam que, se ele falasse, estaria provando que era aquilo que estavam chamando ele. Então ele ficou calado”, disse Luana à Rádio.
Tempos depois, o menino precisou ficar alguns dias afastado das atividades escolares para fazer uma cirurgia, o que foi motivo para mais insinuações e ofensas entre os colegas de classe.
“Quando ele soube que estavam fazendo piadas sobre a cirurgia, entrou em desespero”, contou Luana. A mãe só soube de toda a dimensão do caso quando o adolescente desabafou durante atendimento no Conselho Tutelar.
Sem respostas
Diante dos relatos desesperados do filho, ela procurou a direção do colégio para cobrar providências, mas de nada adiantou.
Segundo Luana, o comandante da unidade de ensino teria, inclusive, dado um tapa na mão dela e ameaçado “levá-la a uma delegacia”.
Feita a denúncia na Polícia Civil, Luana agora aguarda justiça pelo filho. “Não é meu filho que tem que sair [do colégio]. Quem precisa mudar são as atitudes de quem pratica esse tipo de violência”, concluiu.
Em nota, o Comando de Ensino da Polícia Militar de Goiás informou que adota medidas para apurar os episódios de bullying na unidade Gabriel Issa. Entretanto, o Comando não respondeu sobre o suposto tapa desferido na mão de Luana.
Leia a nota na íntegra:
“O Comando de Ensino da Polícia Militar de Goiás ressalta que os Colégios Estaduais da Polícia Militar de Goiás não compactuam com qualquer forma de bullying, discriminação ou conduta que contrarie os princípios de respeito, disciplina e convivência que orientam o ambiente escolar, estando adotando as medidas cabíveis para a devida apuração do caso.
Em respeito ao disposto nos artigos 17 e 143 da Lei nº 8.069/1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que asseguram a preservação da imagem, da identidade e da dignidade de crianças e adolescentes, não serão divulgadas informações que possam expor ou identificar o estudante ou seus familiares.”
Siga o Portal 6 no Instagram: @portal6noticias e fique por dentro das últimas notícias de Anápolis!







