Mãe e filho acusados de assassinato de adolescente na frente de colégio em Anápolis vão a júri popular
Ambos os réus estão detidos preventivamente desde o dia do crime, ocorrido ainda em 2024

O Tribunal do Júri de Anápolis irá julgar, nesta quarta-feira (22) Maria Merces Rodrigues e o filho, Kaio Rodrigues Matos, pelo assassinato do adolescente Nicollas Lima Serafim, de 14 anos, morto na porta do Colégio Estadual Leiny Lopes de Souza, no Calixtópolis.
Além do homicídio de Nicollas, ocorrido em fevereiro de 2024, os réus respondem por duas tentativas de homicídio contra outros dois jovens e por corrupção de menores, já que o filho mais novo de Maria, João Gabriel, também foi envolvido no crime.
Maria e Kaio estão detidos preventivamente desde o dia do crime e chegam ao banco dos réus após a Justiça rejeitar recursos apresentados pela defesa.
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Dinâmica do ataque
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Maria Merces e Kaio chegaram na frente do colégio armados com uma faca e um martelo. Após uma breve discussão com um grupo de estudantes, as agressões físicas começaram.
Nicollas não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. De acordo com a decisão de pronúncia do magistrado, a participação da mãe foi direta no início da violência:
“A denunciada Maria Renata partiu para cima da vítima Nicollas com o martelo, e também acertou o referido objeto na cabeça de outra vítima que, imediatamente após, foi golpeada com uma facada no abdome pelo denunciado Kaio Rodrigues”, escreveu.
Outros dois adolescentes, Guilherme Sidney Soares e Pedro Henrique Rodrigues de Melo, também sofreram ataques durante a confusão. Guilherme recebeu um golpe de faca no abdômen, enquanto Pedro Henrique foi atingido no peito. Ambos receberam atendimento médico e se recuperaram.
Motivação e premeditação
A Polícia Civil (PC) concluiu que o conflito teve origem em desentendimentos anteriores motivados por ciúmes. Segundo a denúncia, a namorada de Guilherme mantinha uma amizade com João Gabriel, filho da ré, o que não agradava a vítima (Guilherme).
A animosidade entre os grupos escalou por meio de ameaças em redes sociais, sendo que, na véspera do assassinato, os envolvidos utilizaram uma transmissão ao vivo para marcar o confronto na saída da escola.
A acusação destaca que a mãe tinha ciência da briga e, embora tenha solicitado à direção da escola que o filho mais novo só saísse em sua companhia, compareceu ao local armada e acompanhada de Kaio para efetuar o ataque.
Os réus fugiram de carro após o crime, mas a Polícia Militar (PM) os localizou e prendeu em flagrante na residência da família, onde os policiais apreenderam o martelo e a faca utilizados na ação.
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