Após interditar galpão da WePink, Vigilância Sanitária determina envio de amostras de produtos para análise em laboratório
Empresa tem 15 dias para procurar as autoridades e exercer direito de ampla defesa, além de apresentar as informações necessárias

A Vigilância Sanitária de Anápolis anunciou, nesta segunda-feira (20), que enviou as amostras de cosméticos e suplementos da marca WePink apreendidos para análise no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).
A medida foi tomada após fiscais detectarem falta de alvarás e licenças, possíveis falhas na rotulagem dos itens estocados durante vistoria na última sexta-feira (17).
Em entrevista a Jovem Pan News 105.7 FM, o diretor da Vigilância Sanitária de Anápolis, Daniel Soares, afirmou que a equipe verificou as embalagens externas e internas em busca de informações obrigatórias que podem estar ausentes.
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“Após a análise no laboratório, que nós vamos receber um laudo com as informações se realmente está tudo ok ou não enós vamos poder passar para uma segunda fase da fiscalização”, explicou Daniel.
Com o envio das amostras para o laboratório, o órgão quer garantir que os produtos não foram comprometidos pelo armazenamento inadequado ou que não possuam vícios de fabricação. O diretor reforçou que o galpão permanece lacrado e sob vigilância rigorosa.
“Não pode sair nenhum produto do local até que a própria empresa procure a vigilância sanitária e está aberto para ampla defesa, no prazo de 15 dias para que eles apresentem aí as informações necessárias”, pontuou.
Interdição
O depósito, operado pela TP Distribuições, foi lacrado durante a operação “Linha de Frente”, que contou com o apoio da Polícia Militar (PM) e a presença do prefeito Márcio Corrêa (PL).
Na ocasião, as autoridades relataram um cenário de insalubridade crítica, com presença de mofo nas paredes, goteiras sobre os produtos e falta de controle de temperatura.
O local também não possuía o Certificado de Conformidade do Corpo de Bombeiros, exigência básica para estruturas desse porte, nem licença sanitária para operar como centro de distribuição regional.
Segundo a Prefeitura, a empresa funcionava de forma clandestina perante os registros municipais.
A empresa alega que as adequações físicas já estavam previstas em um projeto aprovado e que a operação logística atua de forma independente da fabricação dos produtos.
A destinação final do estoque retido dependerá agora do resultado dos laudos do Lacen e da regularização documental por parte dos responsáveis.
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