O segredo da pessoa mais velha do mundo, que viveu até os 122 anos: bebia vinho e comia chocolate todos os dias

Conheça a rotina fascinante daquela que superou todas as expectativas biológicas da humanidade

Magno Oliver Magno Oliver -
garrafa de vinho
(Foto: Captura/Youtube)

A trajetória de Jeanne Louise Calment permanece como o maior marco da biologia humana registrado até hoje, desafiando paradigmas médicos sobre o envelhecimento.

Nascida em Arles, na França, em 1875, ela faleceu em 1997, totalizando impressionantes 122 anos e 164 dias de vida. O que intriga gerontologistas e o público em geral não é apenas a marca cronológica, mas o estilo de vida que Calment sustentava.

Longe de dietas restritivas, a supercentenária atribuía sua vitalidade ao consumo regular de vinho do porto e cerca de um quilo de chocolate por semana, além do uso abundante de azeite de oliva em suas refeições e até na pele.

Esses hábitos, combinados com uma prática constante de atividades como esgrima até os 85 anos e ciclismo até os 100, formaram um perfil de resistência único documentado pelo Guinness World Records.

A ciência moderna, por meio de estudos publicados no Journal of Gerontology, buscou validar a autenticidade dessa longevidade extrema.

Pesquisadores analisaram o impacto dos flavonoides presentes no chocolate e no vinho, que possuem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, podendo contribuir para a saúde cardiovascular.

Embora o caso de Jeanne seja considerado um “ponto fora da curva” estatístico, ela se tornou o objeto de estudo central para entender o limite da vida humana.

Documentos oficiais de batismo, casamento e censos franceses foram rigorosamente cruzados para confirmar que ela atravessou eventos históricos globais, desde a construção da Torre Eiffel até a era da internet, mantendo uma agudeza mental que impressionava seus interlocutores mesmo após o primeiro centenário.

Apesar de teorias conspiratórias que surgiram recentemente tentando questionar sua identidade, instituições de prestígio como o Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (INSERM) da França reafirmaram a veracidade do recorde após novas análises demográficas.

Jeanne Calment não apenas sobreviveu ao tempo, mas viveu com um otimismo inabalável, frequentemente citando que “nunca teve rugas, exceto as que estava sentada em cima”.

Seu encerramento de ciclo deixou um legado que une prazer e sobrevivência, sugerindo que a genética privilegiada, quando aliada a uma mente resiliente e pequenas doses diárias de alegria gastronômica, pode ser a fórmula para uma jornada secular.

Até hoje, ninguém conseguiu ultrapassar oficialmente a marca deixada pela francesa, que permanece como a bússola máxima dos estudos sobre a longevidade.

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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