Padrasto investigado por manter adolescente acorrentado é preso ao tentar deixar Anápolis

Suspeito foi localizado no Terminal Rodoviário enquanto, segundo a investigação, tentava deixar a cidade

Pedro Pedro Ribeiro -
Padrasto investigado por manter adolescente acorrentado é preso ao tentar deixar Anápolis
(Foto: Reprodução)

Um homem, de 54 anos, investigado por manter o enteado, um adolescente, de 13 anos, com autismo e esquizofrenia, em situação de cárcere privado e submetido a maus-tratos foi preso na tarde desta terça-feira (21), no Terminal Rodoviário de Anápolis.

A prisão foi realizada por equipes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), após a Justiça decretar a prisão preventiva do suspeito. A Polícia Civil (PC) afirmou que havia indícios de que ele pretendia deixar a cidade para evitar a responsabilização criminal.

O caso veio à tona na semana passada, após uma denúncia encaminhada à Prefeitura de Anápolis informar que o adolescente estaria trancado sozinho em um imóvel comercial.

Equipes da PC, do Conselho Tutelar e do Programa Linha de Frente foram ao endereço e encontraram a vítima com diversas lesões pelo corpo.

De acordo com a delegada Aline Lopes, durante o atendimento o adolescente relatou que era mantido acorrentado pelo padrasto e indicou aos policiais o local onde estavam a corrente e os ganchos utilizados para prendê-lo.

Após o resgate, o menino foi hospitalizado para receber atendimento médico e, posteriormente, encaminhado para acolhimento institucional.

As investigações apontaram indícios de que as agressões eram praticadas pelo padrasto. A PC instaurou inquérito para apurar os crimes de maus-tratos, lesão corporal no contexto de violência doméstica e abandono de incapaz.

A mãe do adolescente também prestou depoimento. Segundo a delegada, a participação dela ainda será investigada, embora existam indícios de que também fosse vítima de violência doméstica e estivesse impedida pelo companheiro de procurar o filho.

O investigado foi encaminhado para uma unidade prisional, onde permanece à disposição da Justiça. Somadas, as penas dos crimes investigados podem chegar a 13 anos de reclusão.

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Pedro

Pedro Ribeiro

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Atua no Portal 6 desde 2022, passando pelas editorias de Comportamento, Utilidade Pública e temas que dialogam diretamente com a opinião pública e cotidiano da população.

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