Entenda como fechamento de hospitais privados em Anápolis resultou na abertura do Ânima
"Apagão" de leitos e crescimento da população gerou demanda que culminou na criação do centro hospitalar

Neste dia 31 de julho, Anápolis celebra 119 anos de história, consolidando um ciclo de crescimento robusto que vem ocorrendo tanto no plano econômico quanto no social.
Prova disso são as inúmeras empresas, indústrias e instituições que chegaram à cidade e transformaram a realidade do município nos últimos anos. Entre os exemplos está o Ânima Centro Hospitalar, unidade da saúde privada anapolina.
O Ânima foi inaugurado em 2017 e surgiu em um período de crise na rede de saúde suplementar, marcada pelo fechamento de hospitais tradicionais e pela redução da oferta de leitos.
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Até aquele ano, haviam encerrado as atividades o Hospital da Criança, Mater Maria, Hospital Nossa Senhora Aparecida, Dom Bosco, Nossa Senhora de Lourdes, Santa Paula e o Hospital Maurity.
O “apagão” de leitos sobrecarregou a infraestrutura da rede pública e forçou o deslocamento de pacientes graves para Goiânia. Além do fechamento de unidades hospitalares, o crescimento da população também pressionava a demanda no setor de saúde suplementar.
Foi nesse contexto que um grupo de 11 médicos locais se juntou para criar a unidade. O plano original previa uma clínica cirúrgica de 3.500 m² no setor Cidade Jardim. No entanto, a cada hospital que fechava as portas na cidade, o projeto precisava ser alterado.
De acordo com o Dr. Luiz Cláudio Rezende, fundador e diretor executivo do Ânima, foram necessárias vinte modificações do projeto ainda na planta, culminando em uma área de 13.000 m², às margens da Avenida Brasil Norte.
“A nossa meta, desde a fundação, era entregar um hospital com estrutura de excelência, projetado para durar pelo menos cem anos. Uma cidade que já passava os 300 mil habitantes precisava urgentemente de um projeto estruturado e definitivo, que parasse de remendar a saúde e passasse a ser referência”, contou o diretor.

Fachada do Ânima Centro Hospitalar (Foto: Divulgação)
Chegada do Grupo Santa
A grande mudança para o Centro Hospitalar ocorreu em janeiro de 2021, a partir da incorporação pelo Grupo Santa. A transição da governança médica local para um modelo corporativo destravou um ciclo de investimentos que, segundo os fundadores, levaria décadas para ser concluído.
“Ao contrário da tendência de hospitais ultraespecializados, nós estruturamos o Ânima como um hospital geral de alta complexidade”, explica o Dr. Luiz Cláudio Rezende.
A capacidade instalada saltou de 60 leitos iniciais para os atuais 200 leitos operacionais, com a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) passando de apenas 06 para 50 vagas de alta complexidade. O corpo clínico, que começou com cerca de 70 médicos, hoje conta com mais de 400 profissionais credenciados.
Para manter a operação de até 9 mil atendimentos de urgência e 1 mil cirurgias ao mês, o quadro de colaboradores diretos cresceu de 200 para mais de 1.000 funcionários em 2026.
A área física construída também foi ampliada e hoje atinge aproximadamente 19.000 metros quadrados.
“Fico muito feliz em ver que aquele projeto inicial, que no passado muitos diziam que ia quebrar e virar um ‘elefante branco’, hoje é uma realidade indispensável”, expressou o diretor.
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