Anápolis confirma o primeiro caso de variante da gripe e entra em alerta para saber se mais moradores estão contaminados

Doença apresenta sintomas semelhantes, mas ainda mais severos que os da Covid-19, e população precisa seguir orientações para se proteger

Rafaella Soares -
Vista área de Anápolis. (Foto: Divulgação)

O primeiro caso da gripe H3N2 foi oficialmente registrado em Anápolis. A informação foi confirmada ao Portal 6 no final da manhã desta segunda-feira (20) pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa).

De acordo com a pasta, há apenas um caso isolado sendo acompanhado e que não há notificações de internações e nem óbitos em decorrência da doença.

No entanto, a Semusa enfrenta dificuldades para saber exatamente quantas pessoas estão contaminadas na cidade, já que há ciência de outros pacientes da rede privada que não foram compulsoriamente notificados.

Em Goiás, o número de pessoas com a H3N2 já começa a causar susto na população. Até o sábado (18), 30 casos já haviam sido confirmados, sendo 14 em Rio Verde, 10 em Goiânia e um em Aparecida de Goiânia, Caçu, Catalão, Porangatu, Trindade, além do de Anápolis.

Em tempo

O subtipo H3N2 do vírus Influenza A se assemelha com a Covid-19 por apresentar sintomas como febre alta, calafrios, dor de cabeça e mal-estar, mas de maneira mais severa.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), as medidas que devem ser tomadas para não se contaminar com a doença são o uso de máscaras e o distanciamento social.

Além delas, outras providências que estão sendo aplicadas contra a Covid-19 também valem para o H3N2, como a higienização das mãos com frequência e não compartilhar itens de uso pessoal.

O infectologista Marcelo Daher fez ponderações sobre o vírus. De acordo com o médico, um dos motivos que explica a circulação da variante é o baixo número de pessoas vacinadas.

Devido à falta de imunização, estas pessoas foram mais expostas ao vírus e, por conta disso, transmitiram para o restante da população.

Um alerta feito pelo profissional é o cuidado com os extremos de idade, ou seja, crianças e idosos. Pessoas nestas faixas etárias estão mais suscetíveis à contaminação.

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