“A gente não vê Justiça”, desabafa tia de motorista de app depois de advogado ser solto

Sobrinho de Irene Leles morreu, em Anápolis, atingido por motorista embriagado, que passou somente 115 dias na cadeia

Lucas Tavares -
Wilkinson Leles do Nascimento morreu após ser atingido pelo carro de pelo advogado Sérgio Fernandes de Moraes. (Foto: Arquivo Pessoal)

Foi com indignação que familiares e amigos de Wilkinson Leles do Nascimento receberam a notícia de que Sérgio Fernandes de Moraes, acusado de matar o motorista de aplicativo, enquanto dirigia alcoolizado, foi solto.

O caso aconteceu no dia 10 janeiro, na avenida Presidente Vargas, na Vila São José, região Leste de Anápolis.

A decisão de soltar o suspeito veio do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou que o advogado aguardasse julgamento em liberdade. Ele passou apenas 115 dias na prisão.

Dona Irene Leles, de 54 anos, tia de Wilkinson, disse que soube da notícia, na noite de domingo (29), por mensagens de texto.

“Tinha um grupo de família, fiquei sabendo por ele. Recebemos com indignação, mas é praxe. Que ele seja julgado e punido por crime doloso”, afirmou.

Ela conta que, após receber a informação, muitas pessoas que eram próximas ao sobrinho enviaram mensagens de apoio.

“O pessoal do aplicativo está indignado. Passam pelo local do acidente e se lembram. Ontem um deles mandou um áudio. Ele era muito querido, um menino muito bom, calado, sério”, continua.

Agora, segundo ela, resta acompanhar os desdobramentos junto ao Ministério Público e torcer por uma condenação justa.

“Muita tristeza. É um choque. A gente não vê a Justiça sendo cumprida, muito fraca, frouxa. Mas vamos acompanhar juntos”, concluiu.

Após a colisão, Sérgio ainda teria descido do carro para jogar algumas latas de cerveja fora e fugiu do local em seguida. Wilkinson era divorciado e deixou um filho de 12 anos.

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