Família tenta arrecadar R$ 105 mil para cirurgia urgente que pode salvar jovem de Anápolis
Mãe do rapaz parou de trabalhar para cuidar do filho e chegou a se matricular na escola dele para acompanhá-lo de perto

A família de um jovem anapolino de 18 anos, morador da Vila Formosa, está correndo contra a tempo para conseguir arrecadar R$ 105 mil e, enfim, fazer uma cirurgia para tratar uma cardiopatia congênita.
Odilon Raimundo Filho sofria de pressão alta desde o início da adolescência. A família do rapaz jamais desconfiou que o quadro pudesse ocorrer devido à cardiopatia, ou seja, uma má-formação na estrutura do coração.
Em entrevista ao Portal 6, Soneli Lopes de Paula, mãe de Odilon, contou que o quadro só foi descoberto após trocar de cardiologista.
“Descobrimos recentemente, com o agravamento do estado do meu filho. Por conta da condição do coração, ele tem pouca circulação da cintura pra baixo, e quase não está andando”, comentou a mãe.
Nos últimos dois anos, Soneli, que era diarista e ambulante, precisou parar de trabalhar para cuidar do filho. Ela inclusive se matriculou na mesma escola de Odilon, no período noturno, para poder acompanhá-lo de perto.
Busca por tratamento
Segundo conta Soleni ao Portal 6, os médicos que descobriram o real quadro de saúde de Odilon a encaminharam para uma cirurgia pelo Sistema Único de Saúde, que poderia ser feita pelo Hospital Evangélico de Anápolis.
Sob acompanhamento do médico cardiologista Dr. Walter Vosgrau, a mãe foi alertada sobre os riscos que envolvem a cirurgia de coração aberto, procedimento de alta complexidade coberto pelo SUS e que corrige defeitos estruturais cardíacos presentes ao nascimento.
“Tanto a cardiologista clinica quanto o cirurgião concordaram que o risco para o Odilon é altíssimo. Mesmo se ele sair vivo, poderá ter inúmeras sequelas que podem afetar até mesmo a fala e na visão. Não quero que meu filho passe por esse risco”, disse, emocionada.
A solução recomendada seria uma cirurgia percutânea, abordagem minimamente invasiva feita via cateterismo, o que aumentaria significativamente as chances de Odilon.
Os impeditivos: no caso de Odilon, a cirurgia percutânea ainda não é coberta pelo SUS, e uma cirurgia particular custaria por volta de R$ 105 mil, incluindo custos da equipe médica e do hospital.

Orçamentos de equipe médica e de hospital chega a R$ 105 mil (Imagens: Arquivo pessoal)
Vaquinha online
Soneli não desistiu do tratamento adequado para o filho. Com a ajuda de uma das noras, ela abriu uma vaquinha online, onde conta com a ajuda dos amigos, familiares e seguidores para conseguir arrecadar o valor necessário para a intervenção cirúrgica.
“Quero ver meu filho bem e com saúde, desfrutando de todo futuro que ele pode ter. Por isso abrimos a vaquinha e estamos correndo contra o tempo. Alguns médicos chegaram a dizer que ele pode ter 6 meses de vida se não fizer a cirurgia logo”, relatou a mãe.
Com rifas e outras doações, a família do jovem já arrecadou por volta de R$ 60 mil. Agora, o objetivo é juntar os R$ 45 mil faltantes para a cirurgia.
As doações estão sendo concentradas pela plataforma Vakinha Online. Interessados podem acessar pelo link: vakinha.com.br/vaquinha/cirurgia-do-odilon-filho.
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