Muralha de pedra em Goiás intriga pesquisadores e guarda mistérios de milhões de anos
Estrutura chama atenção pelo tamanho e gera dúvidas sobre origem

Uma estrutura de pedras com cerca de 15 quilômetros de extensão, localizada em Paraúna, no Oeste de Goiás, vem despertando curiosidade e levantando questionamentos entre pesquisadores e visitantes.
Conhecida como “Muralha de Pedra”, a formação fica dentro do Parque Estadual de Paraúna e chama atenção pelo alinhamento das rochas, que lembram a construção de um grande muro. Em alguns trechos, a estrutura ultrapassa dois metros de altura.
Ao longo dos anos, diferentes teorias surgiram para tentar explicar a origem do local.
Entre elas, hipóteses que vão desde uma possível construção feita por povos antigos até especulações mais inusitadas, como a utilização de óleo de baleia na fixação das pedras.
No entanto, estudos científicos apontam para uma explicação bem diferente.
Em entrevista ao G1, o geólogo Silas Gonçalves afirmou que a formação é resultado de processos naturais que ocorreram há mais de 130 milhões de anos, durante um intenso período de atividade vulcânica associado à separação do supercontinente Gondwana.
Segundo ele, o resfriamento da lava deu origem ao basalto, que, ao se contrair, formou fraturas naturais.
Com o passar do tempo, a erosão acabou evidenciando esses blocos alinhados, criando o aspecto que hoje lembra uma muralha.
“Esses processos são comuns em áreas vulcânicas e podem produzir alinhamentos rochosos que lembram estruturas construídas”, explicou.
Outro ponto que ajudou a alimentar o mistério foi a presença de uma substância escura entre as rochas, inicialmente atribuída a óleo de baleia.
Atualmente, pesquisadores indicam que se trata, na verdade, de diques de diabásio, material magmático que se infiltrou nas fissuras e solidificou.
Além da muralha, o parque reúne outros atrativos naturais, como formações rochosas com formatos curiosos — incluindo figuras que lembram animais e objetos — e cachoeiras bastante visitadas.
A região também possui relevância científica. Em 2021, pesquisadores identificaram fósseis de dinossauros na Serra da Portaria, dentro da mesma área de conservação.
Aberto à visitação, o local não exige guia obrigatório, mas a recomendação é que turistas busquem acompanhamento especializado por questões de segurança.
Entre ciência, lendas e paisagens únicas, a Muralha de Pedra segue como um dos pontos mais intrigantes do turismo em Goiás.
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