Prefeitura de Anápolis mira cinco ruas do Centro para começar projeto de fiação subterrânea

Ainda preliminar, proposta surge em meio à revisão do Plano Diretor, que vai definir as diretrizes da cidade para os próximos 10 anos

Denilson Boaventura -
Rua Engenheiro Portela, no centro de Anápolis (Foto: Paulo Roberto Belém/Portal 6)
Rua Engenheiro Portela, região Central de Anápolis. (Foto: Paulo Roberto Belém/Portal 6)

A Prefeitura de Anápolis colocou cinco ruas do Centro como ponto de partida para um possível projeto de fiação subterrânea, mas a proposta ainda está inserida em um processo técnico complexo e sem prazo definido.

A sinalização foi feita nesta terça-feira (24) pelo secretário de Obras, Habitação, Planejamento Urbano e Meio Ambiente, Thiago de Sá, durante a apresentação do plano de trabalho para revisão do Plano Diretor.

Segundo ele, a ideia é concentrar as primeiras intervenções no chamado quadrilátero central, envolvendo as ruas Engenheiro Portela, 15 de Dezembro, General Joaquim Inácio, Rui Barbosa e Barão do Rio Branco, no trecho entre a Praça Bom Jesus e o Terminal Urbano.

Thiago de Sá, secretário de Obras, Habitação, Planejamento Urbano e Meio Ambiente. (Foto: Alyne Laís/TV Câmara)

Audacioso, o anúncio ocorre dentro de um processo mais amplo, que deve se estender por cerca de 12 meses e envolve diagnóstico técnico, leitura do território, análise das leis atuais e definição de novas diretrizes para o crescimento da cidade até 2036.

Na prática, o aterramento da fiação depende de uma série de etapas que vão além da boa vontade política. É necessário compatibilizar projetos com concessionárias como Equatorial e Saneago, reorganizar redes já existentes e planejar intervenções em uma área com forte atividade comercial, o que aumenta a complexidade da execução.

Problema antigo e ações recentes

A discussão sobre a fiação em Anápolis não é nova e já vinha sendo tratada pela atual gestão. O prefeito Márcio Corrêa (PL) chegou a implementar forças-tarefas para reorganizar cabos irregulares espalhados pela cidade, com retirada de toneladas de material em desuso.

Essas ações ganharam ainda mais força após episódios envolvendo risco à população, como a morte do menino João Victor, levando a Prefeitura a intensificar fiscalizações e até decretar situação de emergência por conta da fiação desordenada.

Além disso, a Administração Municipal também notificou empresas de telecomunicações e passou a realizar cortes de cabos irregulares, diante do cenário considerado crítico em diversos pontos da cidade.

Mesmo com essas medidas, o problema estrutural persiste, o que ajuda a explicar por que o enterramento da rede aparece agora como uma alternativa dentro do novo Plano Diretor.

O tema já havia sido cogitado em propostas anteriores de requalificação do Centro, mas não avançou, justamente pelos custos elevados e pela necessidade de integração entre diferentes sistemas urbanos.

Agora, volta ao debate em um momento em que a cidade inicia a revisão das regras urbanísticas, ainda sem garantias de execução, mas já sinalizando o tipo de transformação que pode ser discutido ao longo do processo.

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Denilson Boaventura

Graduado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Especialista em Marketing, Estratégia e Inovação Digital pelo Centro Universitário Araguaia (UniAraguaia).

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