Fazendeiro que matou a ex dentro do trabalho em Anápolis é condenado a mais de 31 anos de prisão
Réu foi condenado por cinco crimes, incluindo homicídio triplamente qualificado. Defesa afirma que vai recorrer

O Tribunal do Júri de Anápolis condenou, nesta quarta-feira (25), o fazendeiro Edney Pereira dos Santos a 31 anos e 20 dias de reclusão e 3 meses de detenção pelo assassinato da ex-companheira, a empresária Regiane Pires da Silva, de 39 anos.
A sentença foi anunciada pelo juiz Fernando Chacha após o Conselho de Sentença reconhecer a culpa do acusado em todos os cinco crimes pelos quais ele foi denunciado, com destaque para o homicídio triplamente qualificado. A defesa diz que vai recorrer.
Na decisão, o magistrado ressaltou a gravidade da conduta e a existência de premeditação. Segundo ele, Edney foi até o local já armado e agiu com frieza ao retornar ao escritório após os disparos para se certificar da morte da vítima.
“O delito possui indicativo de premeditação. Após o disparo, ele retorna duas vezes ao local com a vítima já caída, apontando a arma para garantir o resultado”, afirmou o juiz durante a leitura da sentença.
A pena pelo homicídio foi fixada em 27 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão. O juiz também considerou negativamente a personalidade do réu, destacando a tentativa de atribuir culpa à vítima.
Além disso, foram somadas condenações por outros crimes relacionados ao caso. Pelo descumprimento de medida protetiva, Edney recebeu 3 meses de detenção. Por vias de fato, 15 dias de prisão simples. Já pelo porte ilegal de arma de fogo, a pena foi de 2 anos, 4 meses e 12 dias, enquanto pelo disparo de arma de fogo, 2 anos e 10 dias de reclusão.
Com a soma das penas, a condenação final chegou a 31 anos, 20 dias de reclusão e 3 meses de detenção, além das sanções adicionais.
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O crime
O crime ocorreu em 28 de março de 2024, dentro do escritório de uma loja de autopeças na Avenida São Francisco, no Jundiaí. Regiane foi morta após o ex-companheiro invadir o local e efetuar disparos à curta distância.
Na época, ela já possuía medida protetiva contra o acusado, que foi descumprida no dia do crime. O relacionamento era marcado por histórico de ameaças, agressões e conflitos, intensificados após o pedido de divórcio feito pela vítima em janeiro de 2024.
Após o assassinato, Edney fugiu e percorreu cidades da região até ser localizado e preso em Araguaçu, no Tocantins.
O julgamento começou pela manhã e se estendeu ao longo do dia, sendo encerrado por volta das 20h30. Ao final, o juiz destacou a importância da decisão.
“Que fatos como esse nunca mais aconteçam em Anápolis”, afirmou.
O caso foi tratado como feminicídio e mobilizou familiares da vítima, que acompanharam toda a sessão em busca de justiça.
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