Começa julgamento de mãe e filho acusados de matar adolescente na porta de colégio em Anápolis
Ambos estão detidos preventivamente desde o dia do crime e chegam ao banco dos réus após a Justiça rejeitar recursos apresentados pela defesa
Teve início às 08h30 desta quarta-feira (22) o julgamento de Maria Merces Rodrigues e de seu filho, Kaio Rodrigues Matos, acusados do assassinato de Nicollas Lima Serafim, de 14 anos, crime ocorrido em fevereiro de 2024, em frente ao Colégio Estadual Leiny Lopes de Souza, no bairro Calixtópolis.
Além da acusação de homicídio, os réus respondem por duas tentativas de homicídio contra outros jovens e pelo crime de corrupção de menores, já que o filho mais novo de Maria, J.G, também foi envolvido no crime.
O julgamento teve início às 8h30 e acontece no Fórum Desembargador Air Borges de Almeida, no Parque Brasília.
Maria e Kaio estão detidos preventivamente desde o dia do crime e chegam ao banco dos réus após a Justiça rejeitar recursos apresentados pela defesa.
Em tempo
Imagens de câmeras de segurança nas proximidades do colégio registraram o momento em que a dupla chegou na frente do colégio armados com uma faca e um martelo. Após uma breve discussão com um grupo de estudantes, as agressões físicas começaram.
Nicollas não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. De acordo com a decisão de pronúncia do magistrado, a participação da mãe foi direta no início da violência:
“A denunciada Maria Renata partiu para cima da vítima Nicollas com o martelo, e também acertou o referido objeto na cabeça de outra vítima que, imediatamente após, foi golpeada com uma facada no abdome pelo denunciado Kaio Rodrigues”, escreveu.
Outros dois adolescentes, G.S.Se P.H.R.M, também sofreram ataques durante a confusão, tendo um recebido um golpe de faca no abdômen e outro no peito. Ambos receberam atendimento médico e se recuperaram.
Motivação e premeditação
A Polícia Civil (PC) concluiu que o conflito teve origem em desentendimentos anteriores motivados por ciúmes. Segundo a denúncia, a namorada de um dos adolescentes feridos mantinha uma amizade com J.G, filho da ré.
A animosidade entre os grupos escalou por meio de ameaças em redes sociais, sendo que, na véspera do assassinato, os envolvidos utilizaram uma transmissão ao vivo para marcar o confronto na saída da escola.
A acusação destaca que a mãe tinha ciência da briga e, embora tenha solicitado à direção da escola que o filho mais novo só saísse em sua companhia, compareceu ao local armada e acompanhada de Kaio para efetuar o ataque.
Os réus fugiram de carro após o crime, mas a Polícia Militar (PM) os localizou e prendeu em flagrante na residência da família, onde os policiais apreenderam o martelo e a faca utilizados na ação.
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