Mulher testa técnica de ficar sobre sal por 10 minutos e relata mudança no corpo

Prática conhecida como grounding sensorial promete acalmar o sistema nervoso; especialista explica possíveis efeitos e limites da técnica

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
Mulher testa técnica de ficar sobre sal por 10 minutos e relata efeitos no corpo; prática de grounding sensorial pode ajudar a acalmar o sistema nervoso.
(Foto: Reprodução/Captura de tela/YouTube)

Uma mulher chamou atenção nas redes sociais ao testar a técnica de permanecer descalça sobre sal por 10 minutos e relatar mudanças no corpo.

A prática, associada ao chamado grounding sensorial, tem ganhado espaço entre pessoas que buscam formas naturais de reduzir o estresse e acalmar o sistema nervoso.

No vídeo, a autora do relato afirma que, apesar de parecer simples demais para funcionar, o corpo responde aos estímulos físicos de forma direta.

Segundo ela, o contato dos pés com o sal grosso gera sensações que ajudam a diminuir o estado de alerta mental e promovem relaxamento.

De acordo com as explicações apresentadas na gravação, a sola dos pés concentra centenas de terminações nervosas. Quando estimuladas, essas estruturas enviam sinais constantes ao cérebro.

Assim, o sistema nervoso interpreta o ambiente como seguro e, consequentemente, reduz a ativação do modo conhecido como “luta ou fuga”.

Como o corpo reage ao estímulo

Quando o cérebro percebe segurança, ele ativa o sistema parassimpático, responsável por funções de relaxamento, recuperação e equilíbrio interno. Esse mecanismo fisiológico influencia diretamente a frequência cardíaca, a respiração e a tensão muscular.

Entre os possíveis efeitos relatados por quem pratica o grounding sensorial estão diminuição da frequência cardíaca, relaxamento muscular, respiração mais profunda e lenta, redução da ansiedade e sensação de clareza mental. Além disso, algumas pessoas descrevem melhora na percepção corporal e maior sensação de estabilidade emocional.

Especialistas explicam que estímulos sensoriais repetitivos e conscientes podem, de fato, contribuir para a regulação emocional. No entanto, ressaltam que os resultados variam de acordo com cada organismo e com o contexto individual.

Técnica complementar, não substituta

Apesar dos relatos positivos, a própria autora do vídeo reforça que a prática não representa milagre nem substitui acompanhamento médico ou psicológico. A técnica deve funcionar apenas como estratégia complementar de regulação emocional e redução do estresse.

Profissionais da área de saúde destacam que quadros persistentes de ansiedade, alterações cardíacas ou sintomas físicos intensos exigem avaliação especializada. Portanto, qualquer prática alternativa precisa ser adotada com cautela e consciência de seus limites.

Ainda assim, exercícios simples que envolvem respiração, contato sensorial e atenção plena podem auxiliar no equilíbrio do sistema nervoso. Em muitos casos, o corpo não necessita de mais estímulos externos, mas sim de sinais de segurança capazes de reduzir o excesso de alerta.

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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