Pai ausente é ruim, mas situação piora quando a família paterna protege erros e ignora a criança, explica advogado
Especialista alerta que omissão e conivência com abandono podem agravar prejuízos e levar a medidas judiciais

A ausência paterna já provoca impactos emocionais significativos na vida de uma criança. No entanto, a situação pode se tornar ainda mais grave quando outros familiares reforçam esse afastamento.
Segundo o advogado familiarista Ricardo Belique (@ricardobelique.adv), quando a família paterna passa a justificar o abandono ou silenciar diante da negligência, o problema deixa de ser apenas emocional e passa a ter implicações jurídicas.
Responsabilidade não é opcional
De acordo com o especialista, a responsabilidade com o filho não depende de afinidade.
Além disso, também não pode ser ignorada ou minimizada por terceiros.
Nesse sentido, o dever parental envolve não apenas o sustento financeiro, mas também a presença e o cuidado.
Por isso, a omissão contribui diretamente para o prejuízo da criança.
Papel da família no agravamento do problema
Quando familiares protegem comportamentos inadequados, acabam reforçando a situação de abandono.
Assim, ao justificar ou encobrir a ausência, esses terceiros dificultam a construção de vínculos e o cumprimento das obrigações legais.
Além disso, essa postura pode gerar ainda mais danos emocionais ao menor.
O que diz o Direito de Família
A legislação brasileira garante à criança o direito à convivência familiar e ao suporte material.
Portanto, quando o pai não cumpre suas obrigações, a Justiça pode intervir.
Nesse cenário, é possível:
- regularizar a convivência
- estabelecer ou revisar pensão alimentícia
- formalizar direitos e deveres
Dessa forma, o Judiciário atua para proteger o interesse da criança.
Quando procurar a Justiça
Segundo Ricardo Belique, o caminho mais seguro, diante da ausência e da omissão, é buscar a regularização judicial.
Assim, é possível garantir que os direitos do filho sejam respeitados.
Além disso, a formalização evita conflitos prolongados e assegura maior estabilidade.
Impacto vai além do emocional
Embora o aspecto emocional seja evidente, o problema também envolve responsabilidade legal.
Por isso, ignorar a situação pode trazer consequências jurídicas.
Nesse contexto, informação e orientação profissional fazem diferença para proteger a criança e garantir seus direitos.
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