MPGO recorre e pede aumento da pena de homem condenado pela morte de Samylla Morais

Condenado a 14 anos de prisão pelo assassinato da garota de programa, réu teve pena considerada branda pelo Ministério Público

Lara Duarte -
Julgado e condenado pelo assassinato de Samylla Morais, Valdizio Neto agora é alvo de recurso que pede uma punição mais severa. (Foto: Reprodução)
Julgado e condenado pelo assassinato de Samylla Morais, Valdizio Neto agora é alvo de recurso que pede uma punição mais severa. (Foto: Reprodução)

O Ministério Público de Goiás (MPGO) recorreu da sentença que condenou Valdizio Neto dos Santos Almeida pelo assassinato de Samylla Morais, garota de programa morta em julho de 2025, em Anápolis.

O objetivo é aumentar a pena aplicada ao réu, fixada em 14 anos de reclusão, em regime inicial fechado.

O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri da comarca de Anápolis na última quarta-feira (10).

Na apelação encaminhada ao Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), a promotora de Justiça em substituição, Ana Luísa Monteiro Sousa, argumenta que a pena estabelecida não reflete a gravidade do crime.

O órgão entende que fatores que poderiam justificar um aumento da condenação não foram considerados pelo juiz no momento de definir a pena.

Por isso, a promotoria recorreu ao TJGO para pedir uma reavaliação da sentença e o aumento do tempo de prisão imposto ao condenado.

Durante o julgamento, os jurados concluíram que Valdizio Neto dos Santos Almeida foi o autor do crime e que o homicídio realmente ocorreu.

Eles também entenderam que a vítima não teve chance de se defender, já que foi atacada de surpresa em um local isolado. A versão apresentada pela defesa, que negava a participação do acusado no assassinato, foi rejeitada.

A sustentação oral pelo Ministério Público foi realizada pelo promotor de Justiça Caio Affonso Bizon.

Além da pena de prisão, o Tribunal do Júri determinou o pagamento de indenização mínima de R$ 150 mil à família de Samylla.

Relembre o caso

O crime aconteceu em 18 de julho de 2025. Conforme as investigações, Valdizio entrou em contato com Samylla por meio do Instagram para marcar um programa sexual.

Após buscá-la na residência onde ela morava, levou a vítima para uma estrada vicinal próxima à Universidade Estadual de Goiás (UEG), em uma área afastada e sem iluminação pública.

No local, ele efetuou quatro disparos de arma de fogo contra Samylla. Três dos tiros foram feitos à curta distância. A vítima morreu ainda no lugar.

Na manhã seguinte, durante diligências policiais, o suspeito foi localizado em casa.

Segundo a investigação, vestígios de sangue foram encontrados nas roupas dele, o que contribuiu para a prisão em flagrante.

Posteriormente, a Polícia Civil (PC) concluiu o inquérito e indiciou o acusado por homicídio qualificado.

As investigações apontaram que ele foi a última pessoa vista com a vítima antes do crime, além de reunirem imagens de monitoramento e outros elementos que sustentaram a acusação levada ao Tribunal do Júri.

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Lara Duarte

Jornalista e pós-graduanda em Ciência Política, com atuação em jornal impresso, assessoria de comunicação e produção, reunindo experiência em diferentes frentes da comunicação.

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