Dona Cleusa, cozinheira há 40 anos: “Carne descongelada não volta para o freezer crua; ou cozinha, ou perde; congelar de novo é pedir para passar mal”
Cuidado simples na cozinha evita riscos à saúde e ajuda a preservar sabor, textura e segurança no preparo das carnes

Na cozinha, alguns conselhos parecem duros, mas carregam anos de experiência e cuidado. Quem prepara comida todos os dias sabe que sabor importa, mas segurança vem primeiro.
Entre temperos, panelas e receitas de família, existem regras que não devem ser ignoradas, principalmente quando o assunto é carne crua.
É nesse ponto que entra o alerta de Dona Cleusa, cozinheira há 40 anos. Segundo ela, carne descongelada não deve voltar para o freezer ainda crua.
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A orientação é direta: ou a carne é preparada, ou deve ser descartada caso tenha ficado tempo demais fora da refrigeração.
O problema está no risco de proliferação de microrganismos. Quando a carne descongela, especialmente fora da geladeira, ela entra em uma faixa de temperatura mais favorável ao crescimento de bactérias.
Se esse alimento volta cru para o freezer, o frio interrompe parte desse processo, mas não resolve o problema. Ao descongelar novamente, o risco pode aumentar.
Por isso, cozinheiros experientes costumam repetir que freezer não “conserta” alimento mal conservado.
Ele ajuda a preservar quando o produto foi armazenado corretamente, mas não torna segura uma carne que já passou tempo demais em temperatura inadequada.
A recomendação mais segura é descongelar a carne dentro da geladeira, em recipiente fechado, longe de alimentos prontos para consumo.
Esse processo é mais lento, mas reduz riscos e mantém melhor a textura. Depois de descongelada, a carne deve ser preparada o quanto antes.
Caso a peça tenha sido descongelada e a pessoa perceba que não vai usar tudo, o caminho mais indicado é cozinhar primeiro.
Depois de pronta, ela pode ser armazenada novamente, desde que resfriada corretamente e guardada em pote limpo e bem fechado.
Assim, o alimento volta ao freezer já cozido, com menos risco do que se estivesse cru.
Também é importante observar sinais de alerta.
Cheiro forte, textura pegajosa, mudança de cor muito evidente ou líquido em excesso podem indicar que a carne não está adequada para consumo.
Nesses casos, insistir no preparo pode trazer problemas.
Outro erro comum é descongelar carne em cima da pia por muitas horas.
Apesar de ser um hábito antigo em muitas casas, essa prática aumenta o risco de contaminação.
O ideal é planejar com antecedência e transferir a carne do freezer para a geladeira na noite anterior.
Dona Cleusa também reforça que economia não pode vir antes da saúde. Aproveitar alimentos é importante, mas reaproveitar carne crua mal descongelada pode sair caro.
Uma intoxicação alimentar pode causar mal-estar, vômitos, diarreia e outros problemas que poderiam ser evitados com cuidados simples.
No fim, a regra é clara: carne descongelada precisa ser tratada com atenção. Se ainda está segura, deve ir para a panela. Se ficou exposta por tempo demais, o melhor é não arriscar
Na cozinha, experiência também é saber a hora de aproveitar e a hora de jogar fora.
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