STJ decidiu: mesmo desempregado, pai continua obrigado a pagar pensão; não há exceção
STJ reforça que desemprego não autoriza suspensão da pensão, e qualquer mudança no valor deve ser decidida pela Justiça

Perder o emprego não autoriza, por si só, a suspensão do pagamento da pensão alimentícia. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem reiterado que a obrigação continua válida, mesmo diante de dificuldades financeiras, e que qualquer alteração deve ser feita pela via judicial.
O entendimento reforça um princípio central: a necessidade de quem recebe os alimentos, geralmente filhos, não desaparece com a instabilidade de quem paga. Por isso, interromper os depósitos por conta própria pode trazer consequências legais.
Desemprego não suspende a obrigação automaticamente
O STJ já consolidou que o desemprego ou até o nascimento de outro filho não justificam, por si sós, o inadimplemento da pensão.
Essas situações devem ser analisadas pela Justiça, e não usadas como justificativa para parar de pagar. Portanto, a obrigação permanece até que haja decisão judicial autorizando revisão, redução ou exoneração do valor.
A legislação permite, em caso de não comprimento dessa obrigatoriedade, a prisão civil do devedor. Ainda assim, a decisão não é automática. O juiz avalia o caso concreto, considerando fatores como a capacidade de pagamento e as circunstâncias pessoais do devedor.
Se houve queda significativa na renda, o caminho correto é a ação revisional de alimentos. A lei permite ajustar o valor sempre que houver mudança na situação financeira das partes.
O desemprego pode ser considerado, mas apenas dentro do processo judicial. Fora disso, a obrigação continua válida.
O que a decisão sinaliza
O recado do STJ é claro: não há espaço para decisões unilaterais. A pensão continua sendo devida até que a Justiça determine o contrário.
Diante de dificuldades financeiras, a orientação é buscar apoio jurídico e agir rapidamente. Ignorar o pagamento pode transformar uma crise financeira em um problema judicial mais grave.
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