Goiana recebe proposta de emprego, é aprovada, pede demissão e vaga é cancelada logo depois

Ela ficou sabendo que oportunidade tinha sido cancelada por mensagem, que veio com o estorno do exame admissional

Davi Galvão Davi Galvão -
Goiana recebe proposta de emprego, é aprovada, pede demissão e vaga é cancelada logo depois
(Foto: Reprodução)

Uma moradora de Inhumas passou por uma situação que com certeza já foi receio de muita gente na hora de trocar de emprego: com uma posição estável em um escritório de contabilidade, ela decidiu pedir as contas após receber uma nova proposta.

Porém, quando já tinha oficializado a saída, ela foi surpreendida com o cancelamento súbito do processo seletivo e acabou ficando sem nenhum dos dois.

Em entrevista a TV Anhanguera, Maria Clara Florêncio, de 32 anos, contou que mora com a mãe, aposentada e que recebia um salário mínimo como assistente no escritório de contabilidade.

Agora, com a aposentadoria da mãe mal cobrindo os gastos com as medicações da idosa, Maria confessou estar em uma situação difícil.

“O que ela ganha não dá, porque como ela é doente ela tem que pagar os remédios dela, que já são caros, e eu agora desempregada. Como é que vai fazer?”, questionou.

Maria Clara contou que nasceu com uma deficiência nos pés e soube da vaga por meio da Associação dos Deficientes Físicos de Goiás (Adfego), que realizava a ponte entre as empresas e os interessados. O cargo seria de atendente em uma unidade do Vapt Vupt.

Ela contou que passou por diversos etapas do processo seletivo, preencheu a ficha de admissão, mandou a documentação, fez os exames e até chegou a ter a data do início do treinamento marcada.

Foi justamente esse avanço todo e a exigência de disponibilidade de tempo para o treinamento que a fez julgar que a posição já estava quase assegurada, de modo que achou melhor pedir as contas para poder se dedicar na nova função.

A notícia do encerramento do processo seletivo veio por mensagem, sem nenhuma justificativa, apenas com o reembolso do exame admissional e de um pedido de desculpas.

Após a repercussão inicial do caso, a Adfego contatou Maria Clara e ofereceu uma outra posição em um call center: ela já foi contratada e está trabalhando novamente.

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Davi Galvão

Davi Galvão

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Atua como repórter no Portal 6, com base em Anápolis, mas atento aos principais acontecimentos do cotidiano em todo o estado de Goiás. Produz reportagens que informam, orientam e traduzem os fatos que impactam diretamente a vida da população.

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