‘Essa sentença mostra que preconceito tem consequência’, diz empresário de Anápolis que receberá indenização de R$ 20 mil de academia
Justiça apontou falha na comunicação do estabelecimento após repercussão do caso

O empresário Marcus Andrade, de 42 anos, que denunciou constrangimento após ser advertido por causa da roupa que usava em uma academia de Anápolis, deve receber R$ 20 mil de indenização por danos morais.
A decisão foi proferida pela juíza Luciana de Araújo Camapum Ribeiro do 3º Juizado Especial Cível de Anápolis, na última terça-feira (03). Ainda cabe recurso.
Ao comentar o resultado, Marcus afirmou, em entrevista ao G1, que a sentença representa mais do que uma vitória pessoal.
“Essa sentença a meu favor tem um caráter educativo para quem ainda acha que suas crenças e preconceitos podem ser impostos a terceiros sem qualquer consequência”, declarou.
Segundo a decisão, a advertência inicial feita ao aluno dentro da academia não foi considerada irregular.
A Justiça entendeu que estabelecimentos podem definir regras de vestimenta.
O ponto que levou à condenação foi a nota oficial divulgada pela academia após a repercussão do caso.
No entendimento da Justiça, a comunicação adotada pelo estabelecimento acabou reforçando uma reprovação moral ligada à orientação sexual do aluno.
A juíza que declarou a sentença, avaliou que a menção à justificativa de “agradar e honrar a Deus” ajudou a propagar uma repercussão ainda mais negativa e resultou em ofensa à dignidade e à honra de Marcus.
O caso aconteceu em junho de 2025, após o empresário finalizar um treino e ser chamado para uma sala reservada, onde foi alertado de que o short utilizado seria considerado inadequado para o ambiente.
Após a repercussão nas redes sociais, Marcus cancelou o plano na academia. O estabelecimento devolveu os valores pagos pelo período restante.
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