Visita de Lula e investimentos bilionários consolidam posição de Anápolis na nova indústria brasileira

Parcerias nacionais e internacionais colocam o Daia em um papel que faz o país avançar e consolidar a soberania nacional

Natália Sezil -
Visita de Lula e investimentos bilionários colocam a Caoa e a Brainfarma no rol da nova indústria brasileira.
Visita de Lula e investimentos bilionários colocam a Caoa e a Brainfarma no rol da nova indústria brasileira. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Os anúncios feitos durante a visita do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) ao Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) nesta quinta-feira (26) consolidaram um movimento que já vem se articulando há anos: a inserção dos setores desenvolvidos na cidade dentro da nova indústria brasileira.

Os investimentos, na casa dos milhões e também dos bilhões de reais, projetam o município em um cenário tecnológico que avança cada vez mais, reforçando o papel do Daia como um dos principais hubs industriais do país.

Lula cumpriu duas agendas durante a manhã. Primeiro, foi à planta da Caoa, reinaugurada após parceria estratégica com a chinesa Changan. A empresa brasileira, que já vinha aplicando R$ 3 bilhões desde 2023, anunciou um investimento mais que dobrado.

A expansão, possibilitada pelo movimento com a asiática, adiciona um aporte de R$ 5 bilhões ao projeto. O total, então, chega a R$ 8 bilhões – e a expectativa é de que a cooperação que permitiu isso continue a avançar.

O representante da Changan que esteve no evento afirmou que o Brasil “continua se fortalecendo e estabelecendo papel importante no mundo”, afirmando que a montadora chinesa está comprometida a longo prazo com a aliança. Lula reforçou: disse que a principal relação internacional que o Brasil tem, hoje, é com a China.

O investimento acompanha a estratégia nacional, que busca fortalecer a indústria automotiva. A estimativa da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), ainda em 2024, previa que os aportes das montadoras no Brasil vão somar R$ 125 bilhões até 2032.

Para Carlos Philippe Luchesi de Oliveira Andrade, co-presidente executivo da Caoa que discursou no lançamento da parceria com a Changan, a apresentação do Uni-T estabelece um novo paradigma para o país.

“Apresentamos ao Brasil o primeiro automóvel fabricado pela Caoa Changan em solo brasileiro. Não se trata apenas de um veículo. Trata-se de um marco. Um automóvel com tecnologia global produzido no Brasil por mãos brasileiras e desenvolvido para o Brasil”, ressaltou.

Diversos setores afetados

Por outro lado, cresce a indústria farmacêutica. Anápolis, que já é exemplo no setor, ganha mais um espaço sob os holofotes com a produção da escopolamina, insumo ativo usado no medicamento Buscopan.

A responsável pela operação será a Brainfarma, braço industrial do grupo Hypera. O investimento para a expansão somou R$ 450 milhões, dos quais R$ 250 milhões vieram do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Mais do que uma produção aumentada e geração de emprego, a novidade significa a independência em insumos farmacêuticos ativos (IFAs) essenciais, menor risco de desabastecimento nos hospitais e farmácias e, nas palavras de Lula, soberania nacional.

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha explicou que isso significa que o valor que seria destinado a outros países passa a ser agregado ao Brasil, e afirmou: “pode acontecer o que acontecer no mundo, o povo brasileiro pode ter garantia e tranquilidade de que o Buscopan vai estar sendo produzido aqui”.

Embora em setores produtivos diferentes, o movimento da Caoa e da Brainfarma apontam na mesma direção: consolidam a indústria goiana e, especialmente, aquela desenvolvida em Anápolis no cenário nacional.

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Natália Sezil

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás, é estagiária do Portal 6 e atua na cobertura do cotidiano. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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