Delegado que prendeu advogada em flagrante é chamado para ser ouvido pela Polícia Civil

Prisão teria sido motivada após a profissional criticar o arquivamento de uma ação na qual havia sido chamada de "loira idiota"

Davi Galvão Davi Galvão -
delegado titular de Cocalzinho de Goiás, Christian Zilmon Mata dos Santos se pronunciou após repercussões da morte da advogada. (Foto: Redes Sociais)
delegado titular de Cocalzinho de Goiás, Christian Zilmon Mata dos Santos se pronunciou após repercussões da morte da advogada. (Foto: Redes Sociais)

O delegado Christian Zilmon foi convocado pela cúpula da Polícia Civil (PC) para comparecer a Goiânia nesta quarta-feira (22).

As informações são da Jovem Pan News 105.7 FM.

O chamado ocorre em meio à forte repercussão da prisão em flagrante da advogada Áricka Cunha, efetuada por ele dentro do escritório da profissional, em Cocalzinho de Goiás, na última semana.

A convocação é um desdobramento direto da crise institucional instalada após o episódio. Embora a corporação não tenha detalhado a pauta da reunião, a medida coincide com a pressão exercida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Goiás, que classificou o ato como arbitrário, e com a investigação aberta pela Superintendência de Correições e Disciplina para avaliar a conduta do policial.

Relembre o caso

A detenção da advogada aconteceu na quarta-feira (15), após ela criticar publicamente uma decisão de Zilmon. O delegado havia arquivado uma denúncia de injúria feita por Áricka, alegando que o termo “loira idiota”, dirigido a ela por um servidor público, não configurava crime.

Inconformado com as críticas postadas pela advogada nas redes sociais, o delegado foi até o local de trabalho da profissional e deu voz de prisão por difamação. Áricka chegou a ser algemada e só deixou a delegacia após o pagamento de uma fiança de R$ 10 mil.

Recentemente, Christian Zilmon utilizou as redes sociais para rebater as acusações de abuso. Em vídeo, ele afirmou estar sendo “atacado de forma vil” e sustentou que agiu em defesa da honra. 

Por outro lado, a OAB-GO já formalizou representações criminais e administrativas e sustenta que houve violação das prerrogativas da advocacia e desrespeito à inviolabilidade do escritório.

A defesa de Áricka agora trabalha para anular o auto de prisão, enquanto a Corregedoria da PCGO analisa se houve excesso na atuação de Zilmon durante o flagrante.

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Davi Galvão

Davi Galvão

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Atua como repórter no Portal 6, com base em Anápolis, mas atento aos principais acontecimentos do cotidiano em todo o estado de Goiás. Produz reportagens que informam, orientam e traduzem os fatos que impactam diretamente a vida da população.

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