Justiça decreta nova prisão de dono da Choquei e defesa contesta decisão
Advogado afirma que determinação não apresenta fundamentos individualizados e promete recorrer às instâncias superiores

A defesa de Raphael Sousa Oliveira, proprietário da página Choquei, reagiu nesta quinta-feira (23) à decisão da Justiça Federal em São Paulo que decretou uma nova prisão preventiva contra o empresário e outros investigados no âmbito da Operação Narco Fluxo.
O advogado de defesa, Pedro Paulo de Medeiros, afirmou, em nota ao Mais Goiás, que vai recorrer imediatamente ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, se necessário, ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo ele, a decisão apresenta falhas e não traz fundamentação individualizada em relação ao cliente.
De acordo com a defesa, o magistrado sequer menciona o nome de Raphael na decisão, o que, na avaliação do advogado, comprometeria a legalidade da medida.
Ainda conforme o posicionamento, não há elementos concretos que justifiquem a prisão preventiva no caso específico.
Antes disso, os investigados haviam sido detidos temporariamente no dia 15, durante a operação.
Posteriormente, ao analisar um pedido de habeas corpus, o ministro Messod Azulay Neto, do STJ, entendeu que a prorrogação da prisão para 30 dias era irregular, já que a própria Polícia Federal (PF) havia solicitado inicialmente um prazo de cinco dias, período que já havia sido cumprido.
A nova ordem judicial ocorre após a PF apontar o avanço das investigações e a existência de indícios suficientes para converter as prisões temporárias em preventivas.
A corporação sustenta que a medida é necessária para garantir a ordem pública e evitar possíveis interferências no andamento do caso.
As apurações indicam um suposto esquema de lavagem de dinheiro com movimentação superior a R$ 1,6 bilhão, envolvendo atividades como bets ilegais, rifas clandestinas, uso de empresas de fachada e remessas ao exterior.
Ao todo, 36 investigados tiveram as prisões convertidas em preventivas, enquanto outros três passaram a cumprir prisão domiciliar.
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